As palavras não se fazem necessárias quando a música diz tudo o que é preciso. Mas é preciso estar em paz e “de bobeira” para apreender o sentido. É preciso estar “dibigode”. Este é o termo criado por cinco amigos de fé, irmãos camaradas, que decidiram construir, sob a tutela das experimentações e influências garimpadas no universo das artes plásticas, da fotografia, do vídeo e do design, uma música instrumental inflamável, despretensiosamente instigante.
A palavra “dibigode” nasceu, digamos assim, em 2007, e acabou batizando a banda formada por Antônio Vinícius (baixo e gaita), Gabriel Perpétuo (guitarra, violão e teclado), Guilherme Peluci (sax, flauta, clarineta e acordeon), Tiago Eiras (bateria e percussão) e Vicente França (guitarra, violão e gaita). Passados 4 anos, o grupo acaba de lançar seu primeiro rebento, o álbum “Naturais e idênticos ao natural de pimentas da Jamaica e preta”.
Influenciados pelo jazz e pelo rock, os 5 músicos autodidatas deram o star à sua jornada de shows em 2009. Desde então, passaram por diferentes casas em Minas Gerais e em São Paulo. Deram o ar da graça no Savassi Festival Jazz and Lounge, no Vivo LAB - Dissenso REPIA, Oi Novo Som, Festival Transborda, na Livraria da Esquina (em Sampa) e no Stúdio SP, para citar alguns. Não bastasse ter sido selecionado no edital nacional do Conexão Vivo 2011, o grupo foi o mais votado pelo júri popular, garantindo apresentações na próxima edição do festival, em 2012.
As 8 faixas de “Naturais e idênticos ao natural de pimentas da Jamaica e preta” foram compostas no decorrer de três anos. O petardo foi produzido por Léo Moraes, masterizado por Ricardo Garcia (RJ) e tem projeto gráfico de Rafael Quick. O álbum conta com a participação dos músicos Flora Lopes (Graveola e o Lixo Polifônico), Fábio Feriado (Frito Na Hora) e Sérgio Pererê.
O Dibigode também decidiu promover um edital para selecionar artistas com o objetivo de “ilustrar” as músicas do álbum. Mais de cem nomes aderiram ao chamado, e, ao fim, nove talentos, representando três países – Brasil, Hungria e Portugal – foram selecionados: Alexandre Wagner, Bettina Gál, Bruno Dias, Eduardo Fonseca, Patrick Melgaço, Priscila Amoni, Renata Lacerda, Tales Sabará e Thyer Machado.
Mas, não se engane. O Dibigode não tem a menor pretensão em aprisionar sua música em um disco, um espaço físico e limitado – mas sim, liberta-la. É por isso que “Naturais e idênticos ao natural de pimentas da Jamaica e preta”, o primeiro álbum da trupe belo-horizontina, não irá conter CD algum. A decisão que representa um manifesto audacioso da banda, pretende entregar ao público e ao mercado da música, bem mais que um simples compacto: um projeto artistísico em suas mais diversas expressões.
Para comungar a arte que se pretende expor em “Naturais...” o Dibigode construiu uma caixa que guarda sua plataforma de expressões. Dentro dela, 60 páginas de um livro dimensionam o trabalho e a consistência do projeto que pretende transcender expectativas e cooperar para a construção de novos conceitos no mundo da música. Um livro que deve ser considerado fiel representante das aspirações da banda, sua interface física, palpável.
Dentro dessa mesma caixa, há um passaporte que dialoga com o conteúdo digital que irá disponibilizar as oito faixas do álbum no site oficial do grupo (www.dibigode.com). Todas elas poderão ser ouvidas gratuitamente, mas somente quem dispôr desse passaporte poderá fazer o download das músicas e ter acesso a um conteúdo online exclusivo com documentários dos artistas selecionados pelo edital, trailers, relatos e histórias dos integrantes da banda e uma galeria de imagens. Um verdadeiro presente para quem acredita que quando a música fala por si só, náo há o que se fazer. As palavras calam.
Origem: Belo Horizonte - mg (Brasil)
Integrantes:
Antônio Vinícius \"Melão\": Baixo / Gaita
Gabriel Perpetuo \"Bill\": Guitarra / Violão
Guilherme Peluci \"Big\": Flauta / Saxophone / Clarineta
Tiago Eiras \"Geraldão\": Bateria / Percussão
Vicente França \"Preah\": Guitarra / Gaita
Downloads: Mapa do Palco Rider